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09
2026
Blog. Saúde
Pet. 1 - Gatos

Plantas tóxicas para pets: 5 espécies que merecem atenção

Plantas podem enfeitar a casa, mas algumas são tóxicas para cães e gatos, que costumam explorar o ambiente com a boca. Os efeitos variam de leve desconforto a intoxicações graves. Por isso, antes de trazer uma planta nova, vale identificar a espécie e checar se é segura para os pets.

Plantas fazem parte da decoração de muitas casas, apartamentos e jardins. Mas, quando há um cão ou gato no ambiente, escolher quais espécies manter ao alcance deles exige atenção.

Isso acontece porque muitos animais exploram o ambiente usando a boca. Uma folha que chama atenção, uma flor diferente ou até a água de um vaso podem despertar a curiosidade de um pet. E, embora algumas plantas provoquem apenas desconfortos gastrointestinais leves, outras podem causar intoxicações graves.

Por isso, antes de levar uma nova planta para casa, é importante descobrir seu nome e verificar se ela é segura para os animais que vivem naquele ambiente.

1. Lírios

Os lírios estão entre as plantas que exigem atenção especial quando há gatos em casa.

Espécies verdadeiras dos gêneros Lilium e Hemerocallis podem causar intoxicação grave em gatos. A ingestão pode levar a lesões renais severas, e a exposição não precisa necessariamente acontecer pela ingestão de uma grande quantidade da planta: folhas, pétalas e até o pólen podem representar risco. A água do vaso também pode ser perigosa.

Entre os exemplos estão lírio-tigre, lírio-asiático, lírio-oriental e lírio-da-Páscoa.

Por isso, para quem tem gatos, a recomendação mais segura é não manter lírios verdadeiros dentro de casa.

É importante lembrar que nem toda planta que recebe popularmente o nome de “lírio” pertence aos mesmos grupos botânicos ou apresenta o mesmo nível de toxicidade. Por isso, identificar corretamente a espécie é fundamental.

2. Palmeira-sagu

A palmeira-sagu (Cycas revoluta), também conhecida como cica, é uma planta bastante utilizada em jardins e ambientes externos, mas pode representar um risco importante para cães e gatos.

Todas as partes da planta são consideradas tóxicas, com atenção especial às sementes. A ingestão pode provocar vômitos, alterações gastrointestinais, problemas de coagulação e danos graves ao fígado, podendo evoluir para insuficiência hepática.

Por isso, se há um animal que costuma mastigar plantas ou explorar o jardim, é importante evitar o acesso a essa espécie.

3. Azaleia

A azaleia também merece atenção. A ingestão de partes da planta pode provocar alterações gastrointestinais, salivação excessiva e, em exposições maiores, alterações cardíacas e neurológicas.

Como a gravidade pode variar de acordo com a quantidade ingerida e outros fatores, o ideal é não esperar que os sintomas apareçam para procurar orientação veterinária.

4. Tulipas e jacintos

As tulipas e os jacintos podem parecer escolhas inofensivas para jardins e vasos, mas também podem causar problemas quando ingeridos por cães e gatos.

Um ponto importante é que, nessas plantas, os bulbos concentram maiores quantidades das substâncias potencialmente tóxicas. A ingestão pode provocar irritação na boca e no esôfago, salivação, vômitos e diarreia. Grandes quantidades também podem levar a complicações mais sérias.

Por isso, se você cultiva essas espécies, mantenha os bulbos e demais partes da planta fora do alcance dos animais.

5. Kalanchoe

O kalanchoe é uma planta ornamental bastante popular e pode causar intoxicação quando ingerido por cães e gatos.

Entre os possíveis efeitos estão vômitos e diarreia. Em casos mais importantes, também podem ocorrer alterações cardíacas.

Por ser uma planta comum em ambientes domésticos, vale redobrar a atenção, especialmente com animais que têm o hábito de mastigar folhas e flores.

E existem muitas outras

Essas cinco espécies são apenas alguns exemplos. A lista de plantas que podem representar riscos para cães e gatos é muito maior e inclui espécies como oleandro, ciclâmen, algumas espécies de comigo-ninguém-pode, entre outras. A ASPCA mantém uma base extensa de plantas classificadas de acordo com sua toxicidade para diferentes animais.

Além disso, é importante lembrar que mesmo plantas consideradas não tóxicas podem provocar desconforto gastrointestinal quando ingeridas. Portanto, o ideal é evitar que o pet tenha o hábito de comer plantas, mesmo quando a espécie é considerada segura.

Como deixar a casa mais segura?

Antes de comprar ou ganhar uma planta, procure descobrir o nome popular e o nome científico da espécie. Isso é importante porque nomes populares podem variar bastante e diferentes plantas podem receber o mesmo nome.

Se a planta for considerada tóxica, a opção mais segura é não mantê-la em locais acessíveis aos animais. Colocá-la em um lugar alto pode não ser suficiente para gatos, que conseguem alcançar espaços que parecem inacessíveis.

Também vale atenção aos buquês recebidos de presente. Algumas flores tóxicas podem aparecer misturadas a outras espécies, e o tutor pode não saber exatamente o que está dentro do arranjo. No caso dos gatos, por exemplo, a presença de lírios verdadeiros merece atenção especial.

E se o pet comer uma planta?

Se houver suspeita de que um cão ou gato ingeriu uma planta potencialmente tóxica, não espere os sintomas aparecerem para buscar orientação veterinária.

Sempre que possível, identifique a planta e leve uma foto, o nome da espécie ou uma amostra segura para ajudar o profissional a identificar o que foi ingerido. A quantidade consumida, a espécie da planta, o tamanho do animal e outros fatores podem influenciar o risco.

E não tente provocar vômito ou oferecer qualquer substância por conta própria: a conduta adequada depende da planta e da situação e deve ser orientada por um médico-veterinário.

Ter uma casa segura para cães e gatos também significa olhar para aquilo que parece apenas decoração. Com informação e alguns cuidados, é possível manter plantas e pets em um ambiente muito mais seguro.